29 julho 2011

Calculate Geometry: Funções muito úteis no dia a dia!


Calculate Geometry

Muitos certamente usam e adoram suas funções no ArcGIS. Muitos ainda não conhecem e outros tantos só utilizam para cálculo de área, desconhecendo suas outras funções.

Se você estiver trabalhando com uma tabela de atributos de um layer (Shapefile, geodb, etc), você pode facilmente calcular área em várias unidades disponível (ha, acres, metros quadrados, quilômetros quadrados, etc), mas o que muitos desconhecem ou não utilizam é as outras funções disponíveis.
São Elas:
Perimeter: Calcula o perímetro de um polígono.
Length: Clacula o comprimento de linhas (somente shp de linha)
X-coordinate of centroid: Calcula a coordenada X do centro geométrico de polígonos, linhas e annotations.
Y-coordinate of centroid:Calcula a coordenada Y do centro geométrico de polígonos, linhas e annotations.
X-coordinate of point:Calcula a coordenada X do ponto (somente shp de ponto)
Y-coordinate of point: Calcula a coordenada Y do ponto (somente shp de ponto)

O mais interessante, porém, talvéz seja a possibilidade de calcular em várias unidades diretamente.
Por exemplo, você pode calcular as coordenadas nos seguintes formatos: cm, feet, inches, km, metros, milhas, milímetros, milhas náuticas, jardas, graus decimal e GMS de vários formatos com negativo e positivo ou com N ou E na frente, etc.

Você pode usar o sistema de coordenadas do seu shapefile ou feature, ou o sistema de coordenadas do data frame para realizar cálculos. Além disso, se um ou mais registros estão atualmente selecionado, somente os registros selecionados são calculados. 

A tabela a seguir mostra as propriedades geométricas você pode calcular para diferentes tipos de shp ou feature classes: 

 
Area
Perimetro
Length
X centroide
Y centróide
X ponto
Y ponto
Polygon
x
x

X
X


Polilyne


x
X
X


Annotation



x
x


Point





x
x
Fonte: ArcGIS webhelp adaptado

Experimente utilizar estas ferramentas para fazer seu dia a dia mais fácil. Após utilizar conte sua experiência nos comentários abaixo. Ficaremos felizes em ouvir suas impressões.


Como Converter Graus, minutos e segundos para graus decimais ?

Converter Graus, minutos e segundos para graus decimais não é tão difícil como parece e pode ser feito até mesmo manualmente ou facilmente com uso do Excel.
USO: Para criar um shapefile de pontos a partir de planilhas, as coordenadas x, y precisam estar em graus decimais (ou UTM).Existem várias maneiras de converter Graus, Minutos,Segundos (DMS ou GMS)  em graus decimais.

Para convertê-lo manualmente:

Graus decimais = Graus + ((Minutos / 60) + (Segundos / 3600)) 

Por exemplo, 75º 59' 32,483'' W seria -75,9923564 em graus decimais. DMS é muitas vezes seguido pelos rótulos de hemisfério N, S, E ou W. Ao converter para graus decimais, converter valores de longitude que estão no hemisfério ocidental ou valores latitude que estão no hemisfério sul para valores negativos de grau decimal.

Você também pode usar uma expressão no Field Calculator ou programação para executar a conversão automaticamente. Veja exemplo no Field Calculator:

(([LatDMS].AsString.Left(2).AsNumber) +
([LatDMS].AsString.Middle(2,2).AsNumber / 60) +
([LatDMS].AsString.Right(5).AsNumber / 3600))



Onde LatDMS é o campo que comtém os valores em GMS para converter em Graus Decimal. Dica: Veja matéria sobre o Calculate Geometry
 Você pode encontrar vários exemplos de scripts no site edn.esri.com que farão o seu trabalho muito mais fácil.


Adicionar dados do Excel no ArcGIS (ArcMAP)

Caros leitores,

Por incrível que pareça ainda tem muitos usuários que não sabem que é totalmente possível criar um shapefile a partir dos dados de uma planilha Excel. Isto é uma das coisas mais legais do GIS, a possibilidade de espacializar seus dados, ver em mapas e de "cara" perceber relações, se há lógica, se estão coletados de maneira adequada, sem contar uma infinidade de outras análises possíveis em um segundo momento.

-Veja (em inglês) passo a passo como importar, neste excelente artigo.

Bom, vamos mostrar então, como carregar uma planilha de dados (amostras, coleta de dados de campo, inventário florestal, etc).

====Antes de iniciar====
Certifique-se disto:

-Nomes dos campos (titulos das colunas) deve começar com uma letra 
-Nomes dos campos deve conter apenas letras, números e sublinhados (nunca espaços, ç,acênto)
-Os nomes dos campos não devem exceder 64 caracteres.




====Coordenadas ====
-É um pouco óbvio mas é bom comentar que, você obrigatóriamente deverá ter na planilha duas colunas que deverão conter as coordenadas da amostra, do registro, enfim do seu dado.
Recomenda-se sempre utilizar UTM, ou seja, coordenadas em metros, mas nem sempre é coletada desta maneira então é possível sim importar usando graus decimais (Ver post como converter G.M.S. para G. decimais).

Com sua tabela preparada, com coordenadas e todos os campos dos registros observando os requisitos acima, siga os seguintes passos:

  • Clique no ícone para Adicionar Dados (Add Data)
  • Escolha a sua tabela no local onde a salvou
  • Selecione o arquivo e clica no botão ADD.Ele abrirá suas planilhas internas, selecione a que contém os dados e clique em ADD novamente.
  • Ela aparecerá na table of contents. Clique com o direito do mouse sobre ela e escolha display XY data
  • Selecione o campo que contenha as coordenadas X (Este UTM), Y(North UTM) e se tiver altitude ponha no campo Z Field.
  • Se souber qual o sistema de coordenadas que foi coletado seus dados da planilha, escolha-o na sessão "Coordinate System of Input Coordinates" na mesma janela. Clique OK
  • Se tudo estiver certo, deverá ver em sua tela os pontos espacializados que contem os dados de seus registros. Pode clicar com o identify para visualizar seus dados.
  • Último passo é exportar estes pontos para shapefile ou gdb para guardá-los definitivamente como dados
          • espacial.

Quer ler mais em inglês?clique aqui
Se tiver dúvidas ou erros, deixa sua mensagem abaixo em comentários.
Obrigado

28 julho 2011

Vídeos da ESRI UC ?

Se você não teve oportunidade de ir ao ESRI UC e escutar pessoalmente dos criadores do ArcGIS as novidades e principais desafios do nosso setor, fique tranquilo.


A ESRI anunciou que colocou em seu portal de vídeos, alguns das apresentações mais interessantes do ESRI UC 2011 para que você possa assistir tranquilamente quando tiver tempo.
Acesse: http://video.esri.com/

26 julho 2011

Desenvolvimento para ArcGIS Desktop. Mudanças no 10.1

No vídeo abaixo da ESRI, apresentado por  Euan Cameron, Arquiteto de Softwares sênior Desktop, apresenta uma visão geral das opções de desenvolvimento para desenvolvedores desktop e introduz o ArcGIS Runtime, uma nova arquitetura que surge na versão 10.1 que substituirá o MapObjects.


25 julho 2011

Que tal fazer mestrado em GIS ?


Se o título chamou sua atenção, apresento a partir de agora a UNIGIS:

Fonte: google imagens
A UNIGIS, como descrito no próprio website,  é uma rede mundial de instituições de ensino que oferecem cursos a distância em GIS. Instituições da rede UNIGIS oferecem qualificação reconhecida internacionalmente para profissionais de GIS e aqueles que procuram entrar neste campo. 




Hoje, este grupo de universidades é composto pelas seguintes instituições:

ü  University of Salzburg, Austria
ü  University Sanfrisco de Quito, Ecuador
ü  University of West Hungary 
ü  Free University of Amsterdam, Netherlands
ü  Jagiellonian University, Poland
ü  University Nova de Lisboa, Portugal
ü  University of Girona, Spain
ü  University of Southern California, USA
ü  UNIGIS UK, United Kingdom

==============CURSOS=============================
Novas turmas abrirão em setembro de 2011, com as seguintes linhas para Msc.:
ü  MSc in GIS
ü  MSc in Applied GIS
ü  MSc in GI Technologies

==============DURAÇÃO============================
A duração do programa é de 3 anos e é totalmente online. Apenas a aula introdutória eles aconselham que seja presencial, em Manchester no Reino Unido, porém não é obrigatório.

==============CUSTOS=============================
£4,750 para estudantes da União Européia e £5,750 para estudantes do resto do mundo.Isto inclui todo material, além de licenças estundantis de ArcGIS, e outros softwares como Intergraph, etc.
 Lembrando que a cotação de  01 Libra Esterlina (£) hojé é de 2,51 reais.

==============FORMA DE PAGAMENTO==================
50% na matricula e 50% no segundo ano. Pode ser via cartão de crédito ou wire transfer.

==============REQUISITOS=====================
-Para inscrição exigem uma cópia do seu certificado de graduação além de detalhes de contato completo. 
-Teste de proficiência em Ingles  (IELTS at 6.5, TOEFL at 575 and Computer based TOEFL at 230

LEIA MAIS CLICANDO AQUI

Siderúrgica busca alternativas para o carvão mineral

Fonte: MF Rural

Grande emissor de gases do efeito estufa, o carvão mineral é hoje, em todo o mundo, o principal combustível para a produção de aço. No Brasil, o setor consumiu em 2010 mais de 15 milhões de toneladas desse insumo, que é importado e continua prevalecendo como uma fonte energética por conta de limitações tecnológicas e de escala ao uso de opções renováveis nos fornos de alta capacidade.
Mas uma recente decisão da ArcelorMittal, uma das maiores empresas do setor, tem o poder de influenciar concorrentes e direcionar o mercado para o potencial das alternativas limpas. "Nas próximas expansões industriais vamos priorizar, sempre que possível, o carvão vegetal, oriundo de florestas de eucalipto plantadas", afirma Augusto Espeschit, CEO da unidade de Aços Longos.
A meta é aumentar o uso de carvão vegetal de 1,4 milhão para 3,2 milhões de toneladas, nos próximos sete anos. Hoje essa matéria-prima é responsável pela produção de 800 mil toneladas de aço, 20% da capacidade total. "O plano estratégico é no futuro substituir 100% do carvão mineral, o que só poderá ser alcançado com maior segurança no processo, tanto na garantia de origem sustentável como no uso industrial do insumo", ressalta. O passo inicial foi dado na siderúrgica controlada pela empresa em Juiz de Fora (MG), abastecida por sucata (60%) e ferro-gusa obtido por carvão vegetal (40%).
O objetivo é reduzir a dependência da sucata e aumentar a economia de energia. "Mais que pressão de mercado, trata-se de uma decisão estratégica porque precisamos de base para manter nossa participação diante do elevado crescimento do setor, de 8,4% ao ano", explica Espeschit.
Fonte: O Valor F2

23 julho 2011

Vaga para Analista GIS Especializado

Fonte Atlas Comms
A empresa NIP do Brasil anunciou vaga para Analista GIS (Esri ArcGIS) para Vitória-ES.




Confira mais detalhes clicando aqui

__

21 julho 2011

Alguns Eventos Interessantes na Área Florestal no segundo semestre


Caros leitores, gostaria de divulgar alguns Eventos Interessantes na Área Florestal no segundo semestre de 2011:


Fonte: forestpathology
-Seminário “Certificação Florestal no Brasil”  18/08 no Anfiteatro do Pavilhão da Engenharia Rural – ESALQ/USP Piracicaba/SP (Discutir os principais aspectos dos sistemas de certificação florestal existentes e seu contexto na realidade atual.) (+ Info)

-V Semana de Atualização para Técnicos Agroflorestais em Eucaliptocultura
Local: Campus da UFV -Viçosa MG, de 12 a 16 de setembro de 2011 (+ Info)

-Workshop sobre Restauração Florestal
Local: Anfiteatro de Engenharia, ESALQ/USP - Piracicaba,SP dias 22, 23 e 24 de Setembro de 2011 (+ Info)

-44o Congresso e Exposição Internacional de Celulose e Papel - ABTCP 2011. 
Local: Transamérica Expo Center, São Paulo, SP, de 03 a 05 de outubro de 2011 (+ Info)


-Treinamento em Inventário e Mensuração Florestal
02/08 a 04/08 no Dpto. de Engenharia Florestal – UFV Viçosa /MG (+ Info)

-Curso de Licenciamento Ambiental-Porto Alegre/RS  (+ Info)
23/07 a 24/07 em Porto Alegre/RS

20 julho 2011

INFLOR recebe selo Gold de parceria da Esri

A Inflor Consultoria e Sistemas, empresa brasileira líder no mercado de sistemas para a gestão florestal e provedora SAP ERP, acaba de ser credenciada como parceira Gold da Esri, empresa norte-americana, principal desenvolvedora de GIS (Sistemas de Informações Geográficas) do mundo. O programa de parcerias da companhia, denominado Esri Partner Network, tem como objetivo credenciar empresas que desenvolvem ou utilizam GIS em soluções e serviços baseados em plataforma Esri visando a constituição de uma rede de parceiros com alta capacidade de desenvolvimento em sua tecnologia.
   Usuária GIS e parceira da Imagem desde 2003, a INFLOR utiliza o geoprocessamento no desenvolvimento do Sistema de Gestão Florestal, SGF, o qual é utilizado como ferramenta de gestão florestal por grandes e médias empresas no Brasil, tais como Fíbria, Vale, Cenibra, CMPC, Stora Enso e TTG Brasil.  As empresas denominadas parceiros Gold da Esri possuem domínio de um ou mais segmentos de indústrias com soluções ou serviços baseados em produtos Esri.
Fonte Texto: www.inflor.com.br
Fonte Imagem: Site ESRI

Mapa de Risco de Incêndio

Fonte:wildfireplan.org (editado)
Vários colegas vem perguntando como fazer para criar um mapa de risco de incêndio para uma fazenda ou aglomerado florestal.


Bem, vejo basicamente duas maneiras. Uma fácil e simplista e outra complexa e detalhista.






Fácil e Simplista: Vá até o site http://www.dpi.inpe.br/proarco/bdqueimadas/focos2proj.html e baixe em shapefile diretamente os focos de incêndio detectados pelos satélites desde 1998 até hoje. De posse deste
Point Density Tool
shapefile de pontos, adicione no ArcMAP. Utilizando a função do Spatial Analyst chamada Point Density (imagem ao lado) podemos criar rapidamente um raster chamando de HEAT MAP ou mapa de calor, mostrando a concentração de focos de incêndio durante o tempo. Isto nos dá brevemente um resultado mostrando historicamente a probabilidade de ocorrência de incêndio em determinada região que possuirá uma correlação muito alta com o mapa detalhista mostrado a seguir.


Complexa e detalhista: Como Sabemos, a ocorrência e propagação dos incêndios florestais em uma região dependem de vários fatores associados ao fenômeno de combustão. Devemos então ter mapeados layers que mostrem a probabilidade de haver uma fonte de fogo e a de condições deste se propagar gerando assim um zoneamento multifatorial de risco de incêndios.
   Recomendaria começar com algumas variáveis como exposição (slope ou Aspect) da área definindo qual a mais propensa a riscos e mapeando a cobertura vegetal, além de mapas de alterações antrópicas como estradas, rodovias, etc..
De posse de todos estes layers, temos que sobrepor estes. Não unicamente sobrepor, mas efetuar algebra entre mapas ponderando os fatores mais importantes para o risco de incêndio (Ver metodologia AHP).
Obtendo uma equação de pesos, podemos aplicar no ArcGIS Raster Calculator mesmo. Por exemplo temos que (0,45*aspect + 0,35*coberturavegetal + 0,20*antropico). Esta é uma simples e empírica fórmula que mostra a composição percentual de cada variável no mapa final. Colocando isto no raster calculator o mapa final será a ponderação de cada uma, ou seja, o mapa de risco potencial de incêndios na área. Como mostrado abaixo:
Dúvidas? Clique no link de comentários abaixo e deixe sua pergunta que será respondida!